Tenho saudades. Aquela rotina acabou...
segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Mudar de vida
As lembranças teimam em voltar, crescem com o passar dos dias. Brotam como se em cada ponto do meu mundo houvesse uma nascente para o que já foste. Onde já pisaste, o que já tocaste, o que já completaste, é agora o vazio de nada. Um vácuo de silêncio duro, impenetrável.
E assim, sem ruído, escuto-te de novo. Vejo-te claramente, no reflexo do brilho infeliz do espelho visitado pela manhã. Por trás da visão baça eu sei que estás sempre.
Já não brilha assim. Não vejo mais tremido. Não ouço mais soluçado. Não me imagino naquela melodia adequada. Nada é como era...
O abandono é - agora - universal.
por
*F
às
16:15
1 diálogo(s)
quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
sábado, 3 de Outubro de 2009
quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Check out
A linha passou pelos pontos, escorregadia do cansaço, do aborrecimento, da desilusão contínua. Da falta de vitórias, de escassas alegrias. Perdida e satisfeita, desfez-se numa magia negra, tão perfeita como destrutiva.
por
*F
às
20:26
0
diálogo(s)
sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
Sem rebobinar
por
*F
às
21:42
1 diálogo(s)
quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
So am I good or bad
I could still climb inside your bed
And I could be victorious
Still the only man
To pass through the glorious arch of your head, oh
Magesty - Madrugada
(ouvir: aqui)
por
*F
às
23:16
2
diálogo(s)
quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
O meu e o teu
Não quero escrever um ponto final. Não quero terminar uma frase com uma palavra de três letras. Com três palavras de uma letra. Não quero deixar um furinho na folha. De carvão, de tinta azul, que preta não combina com um final triunfante que me espera. A folha molhada naquele local azul não faz sentido agora. Não combina com o que sei. Não é o que tem de ser.
Posso escrever um ponto. Se em seguida saltar um que escrevas e venha namorar o meu. Dar-lhe um beijo na testa, fazer cócegas quando puxar o cabelo do meu. Assobiar quando a mão te escorregar na cabeça do meu e se rirem os dois, abraçados, ignorando o calor do reencontro tardio. Podem fazer dois pontos. Saltar em simultaneo para o vazio que decidirem, amarrotados com a folha que os trouxe...
por
*F
às
23:19
2
diálogo(s)
terça-feira, 4 de Agosto de 2009
Regresso
Os problemas parecem procurar uma casa para habitar. Nuns dias são nómadas e não poisam em lado algum, na esperança de encontrarem casa melhor ou simplesmente pelo gozo que é espalhar o terror da não solução por vários locais todos os dias.
Já vi um problema a transportar a bagagem. E ouvi-o. Eles cantam, com a alma ternurenta de um pequeno animal aparentemente inofensivo. Sons agudos e repetitivos que se afastam ou aproximam, consoante vives no bairro de partida ou de destino. É bom ser o bairro de partida. Já foste a sede dos problemas, a nascente das criaturas felpudas que demoram a arrastar-se, apesar da rápida mudança de ares e de sentimento com a natureza. O que conta, é que quando és o lacal de partida, pelo menos não és o de chegada. Não daquela vez.
Os problemas regressam. Voltam para atormentar. Não gostam de memórias apagadas, sentem-se ofendidos quando largados para trás das costas.
Às vezes não é preciso esperar muito tempo. Os problemas batem-te à porta e não há remédio se não abrir.
por
*F
às
19:47
2
diálogo(s)